Mercedes OM607

Motor Mercedes OM607 1.5 CDI: ficha técnica, confiabilidade e análise de falhas

O Mercedes-Benz OM607 é um motor diesel de 1,5 litro, com quatro cilindros e turbocompressor, desenvolvido a partir da arquitetura Renault K9K e adaptado às aplicações Mercedes. No A 180 CDI W176 de 2012, o OM607.951 combina injeção common rail, comando de válvulas acionado por correia dentada, turbo de geometria variável e filtro de partículas diesel. O mesmo código aparece em versões documentadas do Classe A, Classe B, CLA, GLA e Citan, com calibrações de potência distintas.

Para identificar o motor, o código exato importa mais que o emblema na tampa traseira. Conforme a configuração, um A 180 CDI inicial podia receber o OM607 1,5 ou o OM651 1,8, que é um motor diferente. O OM607 também tem componentes e exigências de manutenção distintos dos do posterior OM608. Portanto, código do motor e configuração do veículo devem prevalecer sobre a designação comercial ou informações genéricas da família Renault K9K na manutenção, no diagnóstico e na compra de peças.

Perfil do motor

Mercedes-Benz OM607.951

Identificação do motorOM 607 DE15 LA
Cilindrada1.461 cm³
ConfiguraçãoQuatro cilindros em linha, oito válvulas
CombustívelDiesel
SobrealimentaçãoTurbocompressor
Origem do projetoDerivado do Renault K9K

Ficha técnica e identificação do motor

A introdução técnica da Mercedes-Benz de junho de 2012 confirma as dimensões principais e a potência original do A 180 CDI. Os valores desse veículo não podem ser adotados como especificações universais de todos os Citan ou das versões OM607 de menor potência.

Especificação OM607.951 no A 180 CDI W176 original
Configuração do motor Diesel de quatro cilindros em linha; duas válvulas por cilindro
Cilindrada 1.461 cm³
Diâmetro × curso 76,0 × 80,5 mm
Distância entre cilindros 85,0 mm
Taxa de compressão 15,4:1 na seção específica do OM607.951; 15,5:1 na tabela geral de motores diesel de 2012 (divergência não resolvida na documentação da fabricante)
Potência nominal 80 kW a 4.000 rpm
Torque nominal 260 Nm de 1.750 a 2.500 rpm
Pressão máxima de sobrealimentação 0,7 bar, valor indicado para esta calibração de 2012
Acionamento do comando Correia dentada
Sistema de injeção Injeção direta common rail; injetores Continental com código IIC; especificação de 1.600 bar para a geração
Gerenciamento eletrônico Continental SID307 na configuração W176 documentada
Turboalimentação Geometria variável com acionamento por vácuo
Resfriamento do ar pressurizado Intercooler ar-ar

Os 1.600 bar são um valor máximo indicado pela Mercedes para essa geração ao compará-la ao OM608 posterior, e não uma pressão fixa que o rail deva apresentar durante o funcionamento.

O A 180 CDI de 2012, variante de chassi 176.012 com câmbio manual de seis marchas, é expressamente identificado com OM607.951. O A 180 CDI de 1,8 litro OM651 é outra aplicação, apesar do mesmo nome comercial. O tipo de transmissão, isoladamente, também não identifica todas as combinações posteriores de A 180 CDI e A 180 d; cada uma deve ser verificada.

Quais modelos Mercedes receberam o OM607?

Os catálogos de aplicação Hengst identificam o OM607.951 em várias linhas Mercedes. Os períodos informados são intervalos de compatibilidade de peças no catálogo, não comprovam todas as datas de fabricação do motor nem sua comercialização em todos os países. A potência é atribuída a cada versão, sem criar uma faixa fictícia válida para o motor inteiro.

Veículo Chassi / versão Período de aplicação no catálogo Potência nominal
A 160 CDI / A 160 d W176, 176.011 06/2013–05/2018 66 kW
A 180 CDI / A 180 d W176, 176.012 06/2012–05/2018 80 kW
B 160 CDI / B 160 d W246, 246.211 05/2013–12/2018 66 kW
B 180 CDI / B 180 d W246, 246.212 02/2013–12/2018 80 kW
CLA 180 CDI / CLA 180 d Coupé C117, 117.312 10/2013–05/2018 80 kW
CLA 180 d Shooting Brake X117, 117.912 07/2015–05/2018 80 kW
GLA 180 CDI / GLA 180 d X156, 156.912 07/2014–05/2018 80 kW
Citan 108 CDI W415 Tourer 415.703; furgão 415.601 / 415.603 11/2012–08/2021 55 kW
Citan 109 CDI W415 Tourer 415.703; furgão 415.601 / 415.603 / 415.605; algumas versões Mixto 11/2012–08/2021 66 kW
Citan 111 CDI W415 Tourer 415.703 / 415.705; algumas versões Mixto 06/2013–08/2021 81 kW

No Citan, a Hengst cita explicitamente o OM607.951 nas potências e carrocerias listadas. Isso não comprova que todas as unidades tenham centralina, sistema de emissões ou câmbio idênticos. Um subcódigo Renault K9K de outra referência não é equivalente ao sufixo do número do motor Mercedes. A informação da fabricante de que certas configurações OM607 de automóveis europeus saíram de produção até 2017 diz respeito ao escopo da medida KBA posterior; não invalida as aplicações Citan listadas até 2021.

O OM608 da geração seguinte de compactos é um motor diferente, não uma revisão de hardware do OM607.951. A Mercedes descreve nele pressão de injeção distinta, controle elétrico do turbo e resfriamento ar-água do ar de admissão pressurizado.

Projeto mecânico: correia dentada, lubrificação e controle do turbo

Correia dentada do comando e correia de acessórios

O OM607 utiliza correia dentada de sincronismo, e não a corrente de comando encontrada em outros diesel Mercedes. Na instalação W176 documentada, a correia aciona comando de válvulas, bomba de arrefecimento e bomba de combustível de alta pressão. A Mercedes mostra ainda uma correia Poly-V separada, com seis canais, para alternador e compressor do ar-condicionado.

Essa diferença é importante no histórico de manutenção: uma nota de troca da correia de acessórios não comprova que a correia dentada do comando foi substituída. O serviço deve seguir o procedimento WIS do veículo, inclusive sincronismo e tensionamento. A documentação consultada não aponta uma quilometragem característica de falha prematura da correia.

Parte inferior do motor, bronzinas e circuito de óleo

O material de treinamento Mercedes apresenta bomba de óleo com vazão controlada pela demanda, trocador de calor óleo-líquido de arrefecimento, lubrificação do virabrequim e das bielas e jatos de óleo para resfriar os pistões. Também identifica cárter em liga de alumínio. Esses itens estão confirmados para a configuração estudada; material exato de bloco e cabeçote, folgas das bronzinas e detalhes de pistões ou camisas não têm o mesmo nível de comprovação.

Uma nota técnica Mercedes, AH03.10-P-0001-03MM, explica a avaliação de determinadas superfícies de bronzinas de biela e moentes do virabrequim, incluindo OM607. Uma aparência específica de tonalidade acobreada visível na camada da bronzina é considerada aceitável e não impõe troca automática. Riscos profundos, engripamento ou danos reais exigem avaliação separada.

A nota de inspeção não é evidência de desgaste prematuro das bronzinas do OM607. As fontes específicas também não confirmam um mecanismo recorrente de consumo excessivo de óleo, como anéis travados, vazamento por vedações do turbo ou falha da ventilação do cárter. Problemas atribuídos a Renault K9K antigos ou de outras configurações não devem ser transferidos ao OM607.951 sem prova de aplicação exata.

Turbo de geometria variável e percurso do ar pressurizado

O OM607.951 W176 original emprega um único turbocompressor de geometria variável. Um sistema modulado por largura de pulso movimenta as palhetas por um posicionador acionado por vácuo. O ar comprimido passa por um intercooler ar-ar antes de chegar ao motor.

O posicionador do turbo tem um detalhe decisivo para diagnóstico: a Mercedes descreve um orifício de desvio de 0,24 mm. Por causa desse fluxo de ar previsto em projeto, o fato de o atuador não manter vácuo em um teste estático convencional não comprova defeito. A fabricante também menciona possível influência da contaminação do filtro relacionado. A interpretação deve seguir o procedimento adequado Xentry/WIS, e não apenas um teste simples de retenção de vácuo.

Assim, ruído anormal de pressão, hesitação e perda de potência não significam necessariamente falha interna do turbo. Antes de decidir a reparação, é preciso diferenciar dutos de ar, circuito de vácuo e condição realmente registrada pelo diagnóstico do veículo.

Injeção Continental, SID307 e codificação de injetores

O OM607.951 de 2012 possui bomba de alta pressão, rail, sensor de pressão, válvula dosadora e injetores controlados eletronicamente. A Mercedes identifica o Continental SID307 na arquitetura CDI e no controle do trem de força do W176 original.

Cada injetor possui um código de correção IIC individual. Ao substituí-lo, a Mercedes determina que o código seja inserido na unidade CDI por meio do Xentry Diagnostics. A instalação mecânica da peça, sozinha, não conclui o procedimento documentado.

A evidência específica do OM607 não permite tratar problemas de injetores ou bombas Delphi de Renault K9K anteriores como falhas características desse Mercedes. É necessário confirmar fabricante dos componentes e estratégia eletrônica do carro em questão.

Arrefecimento e controle de emissões

O diagrama original inclui bomba d’água acionada pela correia dentada, válvula termostática, radiador, reservatório de expansão, resfriador EGR e trocador de calor óleo-arrefecimento. O volume exato de fluido e a calibração da válvula termostática não foram verificados como valores universais de todas as instalações OM607.

No W176 original, a Mercedes descreve recirculação dos gases de escape (EGR) de alta e baixa pressão, com atuadores, borboleta de escape e sinais de retorno. O escapamento inclui catalisador de oxidação, filtro de partículas diesel (DPF), monitoramento de pressão diferencial, sensores de temperatura e sonda lambda. A regeneração do DPF documentada utiliza pós-injeção e sistema auxiliar de aquecimento. Essas funções são interligadas, mas distintas: um alerta EGR não identifica uma válvula ou componente específico sem diagnóstico adicional. Não se deve presumir que comerciais posteriores tenham o mesmo arranjo de emissões.

Problemas relatados no OM607 e intervenções associadas

O levantamento profissional mais específico é a análise de confiabilidade do Classe A W176 publicada pela L’Argus. Ela separa três observações do 1,5 OM607 dos problemas de corrente de comando do 1,8 OM651. Esses relatos podem ajudar a direcionar o diagnóstico:

Condição relatada Sintomas Reparação relacionada pela fonte Questões não resolvidas
Volante bimassa Ruído anormal em marcha lenta L’Argus associa a reclamação à substituição do volante Mecanismo de desgaste, incidência e quilometragem de falha
Perda de líquido de arrefecimento / inspeção do cabeçote Queda inexplicada do nível do líquido L’Argus menciona o cabeçote em relação à reclamação Caminho da perda; junta, fundição ou outra peça responsável
Duto de ar de sobrealimentação Ruído incomum durante a pressurização L’Argus aponta problema no duto em veículos até outubro de 2015 Data confirmada de revisão, números das peças e frequência de falha

Ruído em marcha lenta e volante bimassa

Ruído em marcha lenta em um W176 OM607 não comprova defeito dentro do motor. A L’Argus relaciona uma reclamação específica à substituição do volante bimassa, parte do sistema de transmissão e não do virabrequim ou trem de válvulas. Portanto, ele deve entrar no diagnóstico antes de propor desmontagem interna do motor. A fonte não estabelece assinatura sonora exata, mecanismo físico da falha nem quilometragem de substituição.

Consumo anormal de líquido de arrefecimento

A L’Argus também menciona consumo excessivo do líquido e intervenção no cabeçote, mas não identifica o caminho real do vazamento. Não é correto apresentar trincas, porosidade da peça fundida ou junta de cabeçote queimada como mecanismos recorrentes confirmados no OM607 com base somente nesse relato.

Se o nível de arrefecimento diminui, deve-se localizar a origem real da perda antes de justificar uma intervenção no cabeçote com base nessa associação publicada. A troca de uma válvula termostática ou outra peça em um caso isolado não demonstra defeito generalizado do sistema.

Ruído do turbo e duto de ar

A terceira observação da L’Argus trata de ruído anormal de sobrealimentação relacionado a um duto em um grupo identificado de W176 até outubro de 2015. Se os sintomas coincidirem, o percurso de ar pressurizado merece investigação. Isso não confirma dano aos mancais do turbo, falha da geometria variável nem introdução comprovada de uma mangueira redesenhada nessa data.

Limites da evidência: são relações entre sintomas e reparos relatadas profissionalmente, não estatísticas de uma frota. Não estão estabelecidos percentual de falha do OM607, quilometragem esperada de quebra nem marco oficial de alteração mecânica. Problemas da corrente do OM651 ou narrativas de bronzinas de K9K antigos não pertencem automaticamente a esta lista.

Luzes de advertência, códigos DTC e erros de diagnóstico

Boletim Mercedes LI54.18-P-057974: P022664

O boletim técnico Daimler LI54.18-P-057974, datado de 6 de dezembro de 2013 no documento original, trata de advertências intermitentes do motor e de ESP/BAS/PRE-SAFE em determinados modelos 117, 176 e 246 com diferentes famílias de motores. A entrada P022664 aplica-se expressamente ao OM607.

O código diz respeito à plausibilidade do sinal do pedal do acelerador eletrônico. O boletim considera resistência intermitente de contato uma causa possível. Após os testes Xentry correspondentes, a fabricante orienta verificar conectores da CDI e do acelerador, pontos de aterramento e pressão de contato dos terminais. A Mercedes desaconselha troca indiscriminada de componentes e aplicação de spray de contato. Como o boletim abrange vários motores, P022664 é atribuído aqui ao OM607; outro código relativo ao OM651 não deve ser transferido. Trata-se de possibilidade de diagnóstico, não de defeito recorrente confirmado.

Código Tipo de evidência Interpretação para OM607
P022664 Boletim técnico Mercedes Plausibilidade do sinal do acelerador; seguir verificações elétricas Xentry
P049A Relatos de proprietários não verificados Citado em reclamações relacionadas à EGR; definição OEM e causa exata não confirmadas
P049B Relato de proprietário não verificado Registrado em alerta de emissões sem solução; não identifica peça defeituosa

Fóruns também mencionam códigos de pressão de escapamento como P0470/P0471, mas motor específico e definições do fabricante não foram suficientemente confirmados para incluí-los como DTC de fábrica exclusivos do OM607. O relato de GLA também não comprova que P0299 tenha sido efetivamente lido naquele veículo.

Por que reclamações de EGR e turbo exigem diagnósticos distintos

Um aviso relacionado à EGR não estabelece se a causa é válvula, sensor, restrição do escapamento, calibração do módulo ou outro subsistema. Da mesma forma, baixa pressão do turbo pode coexistir com falha em um duto sem dano interno do turbocompressor. O OM607 original tem mais de um caminho EGR, palhetas do turbo controladas e diferentes sensores de escapamento. Uma peça não deve ser condenada com base apenas em um código genérico ou reparo anterior que não resolveu o sintoma.

Atualizações de emissões e recall de determinadas versões Citan

Medida KBA alemã para determinados OM607 de automóveis

A Mercedes-Benz confirma que determinações administrativas do KBA alemão no quarto trimestre de 2022 envolveram funções EGR dependentes da temperatura em determinados Classe A, Classe B, CLA e GLA OM607 Euro 5 e Euro 6b. A fabricante informou atualizações de software e comunicação aos proprietários das configurações afetadas.

Trata-se de medida regulatória relativa à calibração do controle de emissões, não de prova de defeito mecânico na válvula EGR nem de recall de todos os OM607. A inclusão do veículo e a execução da atualização são específicas do VIN; números históricos de unidades pendentes não representam a situação atual.

EU Safety Gate A12/1020/19: versões específicas do Citan

O alerta europeu A12/1020/19, de 12 de julho de 2019, envolve determinadas configurações Citan 108/109 CDI e 111 CDI. Entre os veículos de passageiros M1, o aviso cita junho de 2015–dezembro de 2016 para 108/109 CDI e junho de 2015–fevereiro de 2017 para 111 CDI. Os períodos para comerciais N1 são distintos e devem ser consultados no aviso. O risco descrito é deterioração antecipada de componente de emissões não identificado, podendo elevar a emissão de óxidos de nitrogênio.

O comunicado oficial não identifica o sufixo OM607.951, a peça específica nem números de referência anteriores e posteriores. Portanto, integra o histórico de recall de emissões de veículos delimitados, e não uma lista de falhas mecânicas internas comprovadas do OM607. VIN e registros atuais da Mercedes definem a aplicação.

Nas fontes consultadas, não foi confirmado um recall de segurança NHTSA específico do OM607 nem extensão de garantia por defeito mecânico desse motor. Esse resultado limitado não exclui outras medidas nacionais ou destinadas a VINs específicos.

Intervalos da correia dentada, volume de óleo e manutenção

A Mercedes publicou intervalos diferentes da correia de comando conforme a região no lançamento do W176. Os valores são uma referência histórica de fábrica para a aplicação documentada, não um programa universal atual para todos os Citan ou versões posteriores Classe A/B/CLA/GLA.

Serviço Valor documentado Aplicação / ressalva
Troca da correia dentada — Europa 200.000 km ou 10 anos Programa de lançamento W176 OM607 de 2012
Troca da correia dentada — outras regiões 100.000 km ou 5 anos Outros países no mesmo programa original
Substituição do líquido de arrefecimento 200.000 km ou 10 anos Documentação W176 OM607/OM651 de 2012
Capacidade de óleo na troca incluindo filtro 4,5 L A 180 CDI BlueEFFICIENCY 2012 com câmbio manual
Normas MB aprovadas para óleo do motor MB 228.51, 229.31, 229.51 Conforme manual de proprietário 2012 do diesel com DPF
Intervalo universal de troca de óleo Específico de cada veículo Usar programa ASSYST PLUS / WIS correto

A Mercedes ressalta que a apresentação técnica impressa de 2012 não é atualizada. Se instruções atuais WIS, histórico do veículo ou programação nacional divergirem, prevalece o procedimento correspondente ao VIN. O mesmo cuidado vale para viscosidade do óleo, especificação do fluido e capacidades. Os 4,5 L do A 180 CDI manual de 2012 não devem ser aplicados a todos os veículos OM607.

O histórico da correia de comando merece atenção porque ela também move bomba d’água e bomba de alta pressão. A documentação disponível, porém, não torna obrigatória a troca universal da bomba d’água a cada serviço de correia nem traz todo o procedimento de ferramentas de travamento, torque de fixadores e sincronismo. Esses dados devem vir das instruções Mercedes específicas.

O que proprietários de OM607 relataram

Os casos a seguir ajudam a compreender sintomas e resultados de serviços, mas continuam sendo relatos de campo não verificados. Publicações repetidas pela mesma pessoa não são contadas como casos independentes.

B 180 d W246: avisos recorrentes de emissões

Um proprietário italiano de um B 180 d 2017 com motor 1,5 K9K/OM607 relatou luz de injeção recorrente com P049A e P049B, principalmente na cidade. O carro havia sido comprado com cerca de 96.000 km; ocorreram novos problemas nos aproximadamente 3.000 km seguintes. Uma proposta de reparação no catalisador foi questionada, e a causa não foi confirmada de modo independente. O caso ilustra por que um DTC de emissões não prova falha física de catalisador ou EGR.

A 180 d W176: hesitação após reparos de EGR e pressurização

Outro proprietário de um A 180 d OM607 italiano de 2016 com 7G-DCT e cerca de 158.000 km relatou hesitação em viagens longas de rodovia com motor quente, mesmo após trabalhos anteriores em EGR e dutos de ar. O P049A apareceu no histórico, mas não foi descrito código ativo no momento específico da reclamação. O relato não permite afirmar que algum reparo anterior tenha causado o sintoma posterior.

GLA 180 CDI: histórico de perda de potência e problemas de turbo sem solução confirmada

Um proprietário grego de GLA 180 CDI 2015 descreveu episódios de perda de potência ligados ao turbo e várias visitas à oficina ao longo de anos. As interpretações técnicas são do próprio dono, sem desmontagem verificada nem diagnóstico final confirmado. A mesma história apareceu em mais de uma comunidade e conta como uma única experiência.

Esses históricos mostram a importância de revisar códigos armazenados, serviços anteriores e se os sintomas persistiram depois, em vez de presumir que a mesma peça falhou em todos os carros.

O que verificar antes de comprar um Mercedes com OM607

As verificações mais úteis vêm da identificação exata, da manutenção e das condições relatadas, e não de uma lista genérica de carros diesel usados.

  • Confirmar o código do motor. Verificar a aplicação OM607.951 real, sem confiar apenas no emblema A 180 CDI, na cilindrada presumida ou no câmbio.
  • Verificar registros da correia dentada. Confirmar o programa válido para o mercado e a troca da correia de comando, não somente a de acessórios.
  • Investigar ruídos em marcha lenta. Um relatório profissional associa uma reclamação específica de OM607 W176 ao volante bimassa.
  • Perguntar sobre perda de fluido. Analisar a causa diagnosticada, não apenas peças trocadas ou reposições; não foi confirmado um mecanismo único para todos os OM607.
  • Avaliar ruído do turbo e queda de potência. Observar intervenções em dutos e reclamações de pressurização ainda abertas, especialmente no período W176 apontado pela L’Argus.
  • Consultar histórico de DTC e emissões. Procurar diagnóstico concluído e saber se os sintomas retornaram após trabalhos em EGR, sensores, ar ou catalisador.
  • Conferir a codificação dos injetores. O sistema Continental de 2012 requer inserir os códigos IIC individuais no Xentry após substituição.
  • Verificar medidas de emissões por VIN. Incluem, quando aplicáveis, atualização de software KBA OM607 e recall limitado de Citan.

Um aviso antigo de injeção não equivale necessariamente a falha interna confirmada; por outro lado, alertas recorrentes sem solução não podem ser ignorados apenas porque uma peça de emissões já foi trocada. Diagnóstico, serviço e resultado informam mais que a simples nota fiscal de peças.

Confiabilidade do OM607: o que a evidência permite concluir

As fontes disponíveis não permitem calcular taxa de falhas do OM607, prever vida útil em quilômetros nem classificá-lo perante outros Mercedes diesel. Elas sustentam decisões específicas: diferenciar ruído do volante bimassa de dano interno do motor, encontrar a origem real de perda de líquido antes de reparar cabeçote e separar problemas de duto pressurizado de um turbo supostamente danificado.

Na manutenção e no diagnóstico, o essencial é identificar motor e VIN, comprovar histórico de correia para a região, codificar corretamente os injetores Continental, consultar resultados Xentry e verificar campanhas de emissões aplicáveis ao VIN. Reclamações de EGR ou turbo não resolvidas exigem testes direcionados, não troca de peças por suposição.

Fontes e referências técnicas

Relatos de campo e fóruns de proprietários

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